O be-a-bá da segurança da informação para startups

setembro 18, 2019 Leonardo Goldim

O be-a-bá da segurança da informação para startups

Se você tem uma startup e ainda não começou a pensar em cibersegurança, pare aí mesmo: você está fazendo isso errado. Confira nossas dicas para cuidar de seus dados, sistemas e redes desde o início e garantir mais tranquilidade para crescer.

Ano a ano, o número de startups aumenta, tanto nacional, quanto globalmente. E ao mesmo tempo em que crescem e se profissionalizam, estas empresas também se expõem a riscos cibernéticos, aos quais é possível amenizar, mas não sem uma correta gestão de segurança da informação.

Por que estamos tocando neste ponto? Porque é muito comum que, ao longo de sua trajetória de crescimento, as startups concentrem seus esforços na própria marca, produtos, serviços, pessoas, adiando o investimento em cibersegurança. E isto pode ser  um erro que colocará todo o empreendimento em perigo. Já falamos disso mais detalhadamente em outro post do blog, “Os 5 Principais Erros de Startups em Segurança da Informação”.

Hoje, o foco é trazer dicas para que, desde o início das operações, as startups pensem e façam cybersecurity da maneira certa. Confira:

#Conheça sua estrutura e seus gargalos.

O marco inicial de todo projeto de segurança, privacidade de dados e conformidade, seja para uma empresa pequena, seja para uma multinacional, deve ser o diagnóstico de tudo o que precisa ser protegido, bem como das vulnerabilidades/riscos já presentes no negócio e das soluções mais adequadas a serem aplicadas.

 

#Antecipe-se aos riscos

Uma vez feito o mapeamento de que falamos acima, será possível também partir para uma antecipação de possíveis exposições indevidas das informações confidenciais da companhia, ou de brechas abertas para ciberataques de outra natureza.

#Mensure os possíveis impactos aos negócios

Se você prestou atenção às dicas 1 e 2, terá embasamento para calcular qual seria o custo (operacional, de imagem ou financeiro) de um vazamento de dados ou parada de serviços. E acredite: o resultado sempre será assustador.

#Parta para a ação

Depois de um planejamento bem feito, é hora da implantação efetiva de soluções e processos de segurança da informação. Uma vez definidos os pontos de atenção, gargalos, riscos atuais e futuros, bem como impactos negativos a serem evitados, certamente as soluções mais indicadas já estarão no planejamento, e será a hora de colocá-las para trabalhar.

#Além das soluções, pense também em processos de segurança

Alguns dos que não podem faltar são a atenção à autenticação (sempre com fator duplo, por favor), a criação de senhas fortes (está aliado à autenticação, mas vale reforçar, já que muitas empresas deixam seus próprios colaboradores criarem suas passwords e acabam pagando um preço alto pelo famoso “1234”), o gerenciamento de acessos (nem todo sistema, arquivo ou base de dados tem que estar aberto para todo mundo), o backup (desde o comecinho, saiba que tudo o que você tem armazenado digitalmente pode desaparecer por conta de um ciberataque ou de outros incidentes, e isso seria péssimo a qualquer ponto da trajetória de negócios).

#Foque nas políticas de segurança

Há outros processos a se pensar, claro, mas todos eles fazem parte do que se costuma concentrar em uma política de segurança da informação, e, por isso, nossa sexta dica é que você se  aprofunde neste tema lendo um post que construímos especificamente sobre este assunto – “5 Dicas para ter uma Cultura de Segurança da Informação na sua empresa”.

#Dê total atenção a atualizações e correções.

O Wannacry, ransomware que assolou empresas do mundo inteiro em 2017, se aproveitou de uma vulnerabilidade do Windows. Quer exemplo melhor de que precisa deixar tudo em dia? Mantenha olho vivo nas soluções e SEMPRE aceite atualizar e/ou corrigir o que for necessário na hora em que for indicado pelo fabricante ou pelo integrador.

#Tenha cuidado com o BYOD!

Nada mais startup do que colaboradores super antenados, usando seus dispositivos favoritos tanto em casa, quanto no ambiente de trabalho. Só que isso pode abrir brechas não mapeadas, nem monitoradas, de segurança da informação. Inclua este parque na sua gestão de cibersecurity, ou bloqueie o uso de dispositivos pessoais para fins corporativos, a escolha é sua.

#Engaje seus times de negócio

Envolva toda sua equipe, tanto interna quanto terceirizada, em seus processos de segurança e privacidade de dados. Isso é fundamental para assegurar o bom funcionamento de sua estratégia e a proteção efetiva do seu negócio.

#Não hesite em pedir ajuda

Ninguém é especialista em tudo, então, a menos que o negócio da sua startup seja segurança da informação, o ideal será você escolher no mercado um fornecedor capaz de realizar todos os itens que apontamos nesta lista, entre outros, com a qualificação que suas demandas exigem e seu empreendimento merece. Até porque um terceiro especializado reunirá todas as capacidades complementares que toda companhia precisa, mas dificilmente tem orçamento para contratar internamente. E se você não sabe como selecionar o melhor parceiro, confere nosso post com dicas sobre o que considerar nesta hora

Espero que tenhamos ajudado sua startup a pensar a segurança da informação da melhor forma para garantir tranquilidade, conformidade e credibilidade. Não se esqueça: um ambiente protegido é importante não apenas para a startup, mas também e principalmente para seus clientes e investidores.

Aliás, no post da próxima semana falaremos sobre como transformar ações de segurança da informação em recursos para atrair investimentos e crescimento. Fique ligado!

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